Em vários castros do Noroeste foram encontradas estruturas com um desenho repetido: um átrio, uma antecâmara e uma câmara interior com forno. A separar a antecâmara da câmara fica uma grande laje de granito, decorada, com uma abertura baixa e estreita — a pedra formosa.
Durante muito tempo estas lajes foram lidas de outras maneiras, até se perceber que pertenciam a balneários de vapor. Hoje conhecem-se exemplares em Briteiros, Sanfins e noutros povoados de um lado e do outro do Minho.
Banho, saúde ou rito?
O geógrafo grego Estrabão conta que alguns povos do Norte da Península tomavam banhos de vapor com pedras aquecidas e, a seguir, banhos de água fria. A arqueologia confirma a técnica; a interpretação é que divide os investigadores.
A passagem obrigatória pela abertura estreita da pedra formosa, quase de gatas, levou muitos autores a ver nestes edifícios um espaço ritual — de purificação ou de passagem, talvez ligado à iniciação dos jovens guerreiros. É uma hipótese forte, mas continua a ser uma hipótese.
Texto de exemplo para a maqueta do site — a substituir pelos artigos da Alma Castreja.