A decoração castreja tem um repertório próprio: cordas entrançadas (o chamado sogueado), espirais, rosáceas, trísceles e suásticas de braços curvos. Aparece sobretudo à entrada das casas, nas pedras formosas e nos objectos de ouro.
Estes motivos não eram só ornamento. A sua posição — junto às portas, nas zonas de passagem — sugere uma função protectora, e muitos autores associam as rodas e as espirais ao movimento do Sol.
Na pedra, o mesmo gesto repete-se de casa em casa: marcar a entrada, proteger quem mora lá dentro.
Há quem veja ecos destes desenhos na arte popular do Minho e da Galiza — em cruzeiros, espigueiros e bordados —, como se a memória visual dos castros nunca se tivesse apagado de todo.
Texto de exemplo para a maqueta do site — a substituir pelos artigos da Alma Castreja.