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Alma Castreja

A cultura dos castros do Noroeste peninsular: lugares, símbolos, ritos e gentes.

Arte & Símbolos

Trísceles e suásticas: a geometria gravada na pedra

Rosáceas, cordas entrançadas, espirais e suásticas curvas decoram ombreiras, lintéis e pedras formosas. Uma linguagem simbólica que ainda hoje reconhecemos.

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A decoração castreja tem um repertório próprio: cordas entrançadas (o chamado sogueado), espirais, rosáceas, trísceles e suásticas de braços curvos. Aparece sobretudo à entrada das casas, nas pedras formosas e nos objectos de ouro.

Estes motivos não eram só ornamento. A sua posição — junto às portas, nas zonas de passagem — sugere uma função protectora, e muitos autores associam as rodas e as espirais ao movimento do Sol.

Na pedra, o mesmo gesto repete-se de casa em casa: marcar a entrada, proteger quem mora lá dentro.

Há quem veja ecos destes desenhos na arte popular do Minho e da Galiza — em cruzeiros, espigueiros e bordados —, como se a memória visual dos castros nunca se tivesse apagado de todo.

Texto de exemplo para a maqueta do site — a substituir pelos artigos da Alma Castreja.

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